segunda-feira, 30 de junho de 2014

Tilikum em "plena atividade"

Muitos me escrevem perguntando sobre a Orca Tilikum... Querem saber se ele está vivo, se está se apresentando, se continua vivendo sozinho e isolado, etc. Segue um vídeo que mostra alguns segundos de sua vida triste, monótona e cheia de privações...
Este vídeo foi gravado no último dia 26 de junho, no SeaWorld de Orlando, onde Tilikum (sobre)vive há anos. O vídeo foi postado no YouTube por Colleen Gorman e nele, é possível observar as condições patéticas que ele é obrigado a viver.
Por anos, Tilikum viveu isolado no mesmo tanque cujas imagens ficaram famosas no vídeo que mostra a treinadora Dawn Brancheau segundos antes de ser atacada e morta por ele. As imagens abaixo foram obtidas pelo vidro desse mesmo tanque.
Atualmente, Tili divide seu espaço com seu neto Trua (filhotes de Takara e Taku) e aparentemente se dão muito bem.
O estado letárgico que Tilikum (e até Trua) se mostra nessas imagens é de indignar qualquer um, especialmente aqueles que já observaram Orcas ativas e velozes nos oceanos. Até há um brinquedo na água, teoricamente para estimulá-lo, mas pouco surte efeito. Incluo aí o meu depoimento: nas duas vezes em que vi Tilikum, ele estava nas mesmas condições, sendo uma vez "parado", flutuando, como pode ser visto no vídeo, e outra vez nadando lentamente em círculos, sempre no mesmo sentido.
Pior é ter que ler declarações do SeaWorld alegando que eles mantêm suas Orcas ativas com exercícios a todo momento para fortalecimento da musculatura (que na verdade, nada mais é do que a tentativa de compensar o pequeno espaço em que vivem e a falta da imensidão dos oceanos).


E sim, Tilikum continua se apresentando nos shows do parque de Orlando diariamente (com algumas faltas esporádicas por conta de problemas de saúde ou por falta de resposta aos comandos dos treinadores) e continua sendo a grande estrela que todos querem ver: Shamu!





sexta-feira, 27 de junho de 2014

Golfinhos aparecem mortos em Peruíbe, SP

Sete golfinhos foram encontrados mortos, lado a lado, na manhã desta quarta-feira (25), em Peruíbe, no litoral de São Paulo. Os animais, conhecidos como golfinho-do-rio-da-prata, são os menores entre os golfinhos e estão ameaçados de extinção.
Os animais foram encontrados por banhistas nas areias da Praia das Ruínas, perto do limite da cidade com Itanhaém, também no litoral sul. Uma equipe formada por biólogos do Aquário da cidade recolheu os mamíferos para analisar os motivos das mortes.


De acordo com informações dos responsáveis pelo Aquário, os sete animais, quatro adultos e três jovens, passarão por uma necrópsia ainda na tarde desta quarta-feira. Por causa dos poucos ferimentos, existe a possibilidade de os animais terem ficados presos em uma rede.



Fonte: G1 de 25 de junho de 2014



quinta-feira, 26 de junho de 2014

Orcas na Ilha Galiano

Lindas imagens de Orcas Residentes observando as pessoas por debaixo d'água ao passarem pela Ilha Galiano, na Colúmbia Britânica, no Canadá. O vídeo foi feito no último dia 20 de junho:



Claro que é necessário dar sorte e não simplesmente aguardar o horário agendado do show, mas certamente agradou e emocionou bem mais os presentes do que qualquer apresentação em parques marinhos.




quinta-feira, 5 de junho de 2014

Pinguim foge de Orcas na Antártica

Começando o mês com uma postagem divertida!
Assistam a este vídeo incrível de Orcas caçando um pinguim na Antártica. Ele foi mais que esperto... Aproveitou bem a oportunidade e se livrou delas de uma maneira muito engraçada:






quarta-feira, 28 de maio de 2014

Kalia grávida obrigada a sair da água

Desculpem-me mas não é necessário ser nenhum especialista em cetáceos para saber que se eles vivem na água (apesar de respirarem perfeitamente fora dela), não devem permanecer fora dela, especialmente uma fêmea grávida. Assistam a esta apresentação do SeaWorld em que se exige de Kalia que saia da água e permaneça fora dela por um tempo razoável. E lembrem-se: Inseminada artificialmente antes de sua maturidade sexual adequada, Kalia está grávida. No telão é possível ver sua barriga mais avantajada.
Aproveitem para conhecer o novo equipamento de emergência que os treinadores estão sendo obrigados a usarem na interação com as Orcas. O parque alega que o equipamento possui oxigênio reserva em caso de um deles ser mantido debaixo da água pelas Orcas. Ex-treinadores e outros especialistas riram deste novo equipamento quando o viram... Eles sabem bem que num momento de ataque, eles não serviriam para absolutamente nada!







sábado, 24 de maio de 2014

Baleias-jubarte estão mais protegidas no Brasil

O Brasil tirou a baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) da lista de espécies ameaçadas de extinção graças ao aumento da população desses animais no litoral do país, onde cruzam e geram novos filhotes.
A espécie foi reclassificada para "quase ameaçada", status que demanda a continuidade de trabalhos de conservação. A informação será divulgada nesta quinta-feira (22) pelo Ministério do Meio Ambiente.
Segundo o MMA e o Instituto Baleia Jubarte, há quase três décadas existiam entre 500 e 800 animais vivendo apenas na região de Abrolhos, no sul da Bahia – principal concentração dessas baleias. Em 2011, quando foi realizada a última contagem aérea, foram avistados 14 mil animais. Até o próximo censo, previsto para este ano, o número pode saltar para 20 mil.
No país, elas são encontradas na costa do Espírito Santo e Bahia entre julho e novembro, onde permanecem para procriação. De dezembro até junho, seguem para a Antártica, onde se alimentam de krill (invertebrados parecidos com o camarão).


Impacto humano
Com exemplares que podem medir até 16 metros de comprimento e pesar mais de 40 toneladas, as jubartes foram, por muito tempo, alvo da pesca predatória no Brasil.
Sérgio Cipolotti, biólogo e coordenador ambiental do Instituto Baleia Jubarte, explica que o declínio de espécimes começou em meados do século 17, quando eles eram caçados para extração de óleo, usado para abastecer candeeiros, responsáveis pela iluminação nas cidades, e consumo da carne.
Com a queda populacional das jubartes e de outras baleias em todo o planeta, criou-se a Comissão Internacional Baleeira (CIB), que teve entre seus principais resultados a imposição de uma moratória de caça a partir de 1986.
Ugo Versillo, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), explica que no ano seguinte, em 1987, o Brasil proibiu a caça.
A partir deste momento, foram iniciados trabalhos de conscientização para aumentar o número de exemplares, como a identificação das rotas migratórias, quais eram os perigos que esses animais enfrentavam e outros detalhes importantes para a conservação.
No entanto, segundo Versillo, ainda não há o que comemorar. A reclassificação para o status “quase ameaçada” significa, na visão do técnico do ICMBio, que ainda há perigo.
“Uma das grandes preocupações é a questão da colisão com navios. Como aumentou o número de baleias, pode crescer esse tipo de acidente. Temos que definir estratégias para evitá-los, incluindo o uso de tecnologias”, explica.

Natureza 'high-tech'
Alexandre Zerbini, brasileiro que trabalha no Laboratório Nacional de Mamíferos Marinhos da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês), órgão dos Estados Unidos responsável pelos mares e atmosfera, explica que há várias tecnologias que ajudariam a prevenir a mortalidade desses animais.
Um dos exemplos é a telemetria satelital, que permite investigar habitats críticos e protegê-los de atividades humanas. "Mas há métodos acústicos em desenvolvimento, que poderão transmitir dados em tempo real e evitar áreas onde as baleias se encontram, além de métodos novos de observação, para minimizar colisão com barcos”, explica Alexandre, que também trabalha junto a ONG Instituto Aqualie, que monitora baleias no Brasil via satélite.
Nos EUA, por exemplo, pesquisadores desenvolveram um aplicativo gratuito para iPad e iPhone que alerta marinheiros quando eles se aproximam de uma área onde baleias estão reunidas. O app envia os últimos dados sobre as direções tomadas por espécimes da baleia, coletados pela NOAA.
O sistema espera limitar o número de colisões mortais entre baleias e embarcações, especialmente navios de grande porte, como cruzeiros e cargueiros. Quando as baleias são detectadas na área, navios podem mudar levemente o curso ou diminuir a velocidade.

Santuário no Atlântico Sul
Um grande projeto apoiado por Brasil, Argentina, Uruguai e África do Sul, é a criação de um santuário no Atlântico Sul, que preservaria as jubartes e outros animais marinhos que fazem do trecho de oceano entre a América do Sul e a África seu habitat.
Desde 2000, o governo brasileiro, liderando o chamado Grupo de Buenos Aires, apresenta a proposta do santuário e defende o uso não letal de baleias. Além de assumir uma postura conservacionista, o país defende que o turismo de observação é um negócio muito mais rentável e gerador de emprego do que a morte do animal.
O projeto, já apresentado e que está em análise científica, deve ser votado em setembro, durante a reunião anual da Comissão Internacional Baleeira, que acontece em Estocolmo, na Suécia. “O santuário quer harmonizar as políticas, de maneira que os cetáceos sejam preservados. A conservação é a atividade mais barata que se tem”, disse.
Para ser aprovado, o santuário precisa ter 75% dos votos dos 88 membros da CIB. Porém, países que apoiam a caça de baleias, como Japão e a Islândia, costumam emperrar a negociação.



Fonte: G1 de 22 de maio de 2014.



P.S.: As imagens são do Instituto Baleia Jubarte.




quinta-feira, 22 de maio de 2014

Vídeo: Orcas Transeuntes na Colúmbia Britânica

Como já mencionado outras vezes no blog, às vezes, imagens dizem mais do que mil palavras. Não há como assistir a imagens como estas e não ser contra cativeiros de baleias e golfinhos... Este vídeo espetacular das Orcas Transeuntes T100s e T101 feito por Traci Walter ontem à tarde no Estreito de Georgia, na Ilha de Vancouver, no Canadá, certamente vale mais do que mil palavras!




"Nenhum aquário, nenhum tanque num parque marinho, por mais espaçoso que seja, poderá reproduzir as condições encontradas nos oceanos. E nenhum golfinho que habita um aquário ou parque marinho pode ser considerado normal."
Jacques Yves Cousteau




terça-feira, 20 de maio de 2014

Corky e um de seus filhotes

Através dos quadrinhos que postei no início do mês vocês souberam quantos filhotes a Orca Corky já teve: Sete! Nenhum deles sobreviveu. Esta imagem traz Corky com o segundo deles, chamado Spooky. Spooky não sobreviveu mais que três dias. Ele era um filhote 100% Residente do Norte, Orky II era seu pai. Corky sobrevive em cativeiro há mais de 40 anos...
Linda e triste imagem!



sexta-feira, 16 de maio de 2014

Orca centenária está de volta

É com ansiedade que pesquisadores e moradores da região do Norte do Pacífico aguardam anualmente, com a chegada do verão, o retorno de Orcas Residentes e Transeuntes que passam parte do ano no local. São os pods de Orcas mais bem conhecidos, estudados e acompanhados em todo o mundo e o famoso Pod J ("Jay-Pod"), que ficou conhecido mundialmente por ficticiamente ser o pod que Willy pertencia, está entre eles. E nele, sua mais majestosa presença: a querida Granny!
Granny, cuja tradução significa "vózinha", também é conhecida pela identificação científica "J-2", e neste ano ela está completando nada menos que 103 anos! Isso mesmo: CENTO E TRÊS ANOS!
Ela retornou linda e forte, como todo ano, juntamente a seus filhos, netos, bisnetos e tataranetos. Desde que ela foi vista pela primeira vez em meados da década de 1930, sabe-se que ela teve dois filhotes, que também tiveram os seus. Sabe-se também que um de seus netos, chamado Canuck, morreu aos 4 anos de idade depois de ter sido capturado e mantido em cativeiro pelo SeaWorld.
A presença magnífica de Granny vem contrariar mais uma vez a afirmação do SeaWorld ao responder ao ocumentário "Blackfish" quando afirmaram que "ninguém sabe ao certo quanto vive uma Orca"... Pois bem SeaWorld, segura esta então! 103 está bom para vocês?

Eu tive o prazer e a sorte de observar Granny por duas vezes. A última vez foi em 2011 quando consegui este registro abaixo:





P.S.: O blog já mencionou Granny diversas vezes, especialmente quando ela estava completando 100 anos e várias comemorações foram organizadas pelos pesquisadores e moradores da região em que ela visita. Veja mais na postagem de julho de 2011:






quinta-feira, 15 de maio de 2014

Atriz se une ao PETA contra os cativeiros

Movida pelas reveladoras informações mostradas no documentário "Blackfish", a atriz canadense Laura Vandervoort decidiu se unir ao PETA numa campanha contra a manutenção de Orcas em cativeiro.


"Laura Vandervoort, do seriado Bitten, mostra que ser mantido em cativeiro e forçado a se apresentar ao público não é uma forma digna de vida. No entanto, dia após dia, ano após ano, década após década, Orcas de cativeiro são confinadas em tanques que equivalem ao tamanho de uma banheira e são forçadas a fazerem truques não naturais a elas - tudo em nome do "entretenimento". Orcas são mamíferos extremamente inteligentes, com auto-consciência e fortes laços de família, bem como os humanos. A permanência delas em pequenos tanques as leva a brigas que provocam graves ferimentos. Elas ficam tão tristes que têm que ser tratadas com antidepressivos, além de descontarem suas frustrações nos treinadores.
Ao conhecer a verdade de partir o coração sobre as Orcas em cativeiro, Laura se uniu ao PETA mais uma vez para lutar em nomes dos animais."



Saiba mais aqui: