quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Apoie a criaçao do Santuário de baleias do Atlântico Sul


A HORA É AGORA

A Comissão Internacional da Baleia votará a criação do Santuário entre 20 e 28 de outubro, na Eslovênia. Na última tentativa, em 2014, a proposta obteve 69% dos votos, quando o necessário são 75%. Ajude-nos a pressionar os países a aprovar essa importante área de proteção!




O que é a campanha pelo santuário de baleias do Atlântico Sul?
Durante o século 20, quase 3 milhões de baleias foram mortas em todo o mundo – 71% delas foram caçadas no hemisfério sul. Para garantir a recuperação das populações das diferentes espécies de baleias que ocorrem na região, tem sido proposto, desde 1998, a criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul. A medida, no entanto, sempre sofreu oposição e foi bloqueada por alguns países que fazem parte da CIB – Comissão Internacional da Baleia, como Japão e Noruega.
Agora, após atualizar a proposta do santuário incluindo um plano de manejo com base nas recomendações do Comitê Científico da CIB, um grupo de países formado por Brasil, Argentina, Uruguai, África do Sul e Gabão submeterá a criação do santuário à votação na próxima reunião da entidade, na Eslovênia, entre 20 e 28 de outubro. 
Para mobilizar a sociedade e exercer pressão na CIB, O Ministério do Meio Ambiente lançou a campanha “Santuário de Baleias do Atlântico Sul: #santuarioeuapoio”, que ganhou a adesão do Greenpeace e de outras organizações.

O que é necessário para que ele seja criado?
Quando foi lançada, a proposta ganhou apoio consistente e crescente e se aproxima dos 75% dos votos necessários para sua aprovação. Agora, o objetivo é conseguir a adesão de países que ainda não se posicionaram a favor, como Antigua e Barbuda, Camboja, Cote d’Ivoire, Gana, Granada, Guiné, Kiribati, Laos, Ilhas Marshall, Mongólia, Morrocos, Nauru, Nicarágua, Palau, St. Kitts e Nevis, Santa Lucia, São Vicente e Granadinas, Tanzânia e Tuvalu.

O que posso fazer?
Queremos mostrar que a população, não apenas a brasileira, mas a mundial, está preocupada com a conservação das baleias e apoia a criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul. Ao assinar esta petição, você fortalece esse movimento. As assinaturas serão encaminhadas para os 88 países-membros da Comissão Internacional da Baleia para demonstrar a importância desta iniciativa. Compartilhe também seu apoio nas redes sociais.

Ainda são caçadas baleias no Brasil?
Não. A Lei 7.643 proibe a captura de baleias e golfinhos nas águas brasileiras desde 1987. Além disso, as águas jurisdicionais marinhas brasileiras foram declaradas Santuário de Baleias e Golfinhos pelo Decreto Nº 6.698, de 17 de dezembro de 2008, com a finalidade de reafirmar o interesse nacional no campo da preservação e proteção de cetáceos e promover o uso não-letal das suas espécies. A proposta do Santuário de Baleias no Atlântico Sul visa expandir a proteção para além das águas jurisdicionais brasileiras, incluindo as águas internacionais.
Para além das águas brasileiras, em 1986 a Comissão Internacional de Baleias (International Whaling Commission, ou IWC) determinou uma moratória global na caça comercial em resposta à redução da população de baleias e ao crescente repúdio pela prática. Porém, o Japão, a Islândia e a Noruega fizeram objeção à moratória, e continuam realizando a caça de baleias. A intenção de expandir essa atividade para outros mares é uma ameaça silenciosa, mas que não pode se tornar uma realidade.

Por que o Greenpeace está envolvido?
O Greenpeace sempre lutou pela criação deste Santuário. Inclusive, em anos anteriores, exigiu uma postura mais contundente por parte do próprio governo brasileiro nesta articulação. Este ano, o Ministério do Meio Ambiente está atuando de forma ativa junto à Comissão Internacional da Baleia para a criação do Santuário. O Greenpeace e outras organizações, como SOS Mata Atlântica, Instituto Boto Cinza, Mater Natura, estão mobilizando a sociedade no Brasil e em outras nações para enviar uma mensagem clara em favor da criação do Santuário e da proteção das baleias no Atlântico Sul.

O que mais está sendo feito?
O Greenpeace trabalha para proteger os oceanos. Isso inclui a criação de reservas marinhas, na qual são preservadas inúmeras espécies; um trabalho contra a pesca excessiva; a poluição dos mares; e o combate ao impacto das mudanças do clima que também afeta os oceanos e quem vive nele. O Greenpeace denuncia a pesca ilegal e acompanha, por exemplo, a Comissão para a Conservação dos Atuns, articulando regulamentações e regras mais fortes para a conservação do atum-azul em diversos países. No Japão, o Greenpeace trabalha para acabar com as operações baleeiras. Também estamos em campanha para a Comissão Internacional da Baleia ser transformada em um verdadeiro acordo para a conservação desses animais.


ASSINE A PETIÇÃO!
Leva apenas alguns segundos...
Divulgue, compartilhe, peça para a família e os amigos assinarem... Não nos custa nada, mas pode custar a vida de muitas dessas criaturas e o futuro das próximas gerações!


Use nas redes sociais: #santuarioeuapoio



Fonte: Greenpeace Brasil.


terça-feira, 13 de setembro de 2016

Como você é responsável pela matança de golfinhos no Japão

Sabe aquela famosa matança anual de golfinhos em Taiji, no Japão?
Não, ela não ocorre por conta de uma suposta tradição ou para o consumo da carne (já que carne de golfinho é tóxica e muito barata, o que não compensaria a caça), mesmo porque, em ambos os casos ela não se pagaria dado que é um esquema de caça caro...
A grande verdade é que: antes da matança iniciar, “treinadores” do mundo todo escolhem os golfinhos mais bonitos e aptos à vida em cativeiro e pagam verdadeiras fortunas por eles... É esta fortuna que financia a matança!
Os golfinhos não selecionados é que são mortos! A carne é vendida e recebem uma mixaria por ela...
"Ah, mas o SeaWorld não faz isso porque eles têm os próprios golfinhos..."
- Não!!! Eles estão lá sim e são os maiores interessados! Sem contar que estimulam a atividade no mundo todo!



E depois você paga para nadar com golfinhos no SeaWorld, no Havaí, em Las Vegas, Cancún, nas ilhas do Caribe e etc... Acha isso justo em nome do seu egoísmo e vaidade?
A matança é iniciada anualmente no dia 1o. de setembro e está ocorrendo neste exato momento!
Se os ama verdadeiramente, visite-os em seu habitat e respeite-os acima de tudo, ok?!
Essas criaturas não nos pertencem... Devem apenas ser apreciadas e protegidas! É o mínimo que merecem por serem tão majestosas e especiais!

Informe-se! Divulgue!
Avise aquele amigo que está planejando fazer isso nas próximas férias ou que acabou de postar uma foto na rede social orgulhoso beijando um golfinho...



P.S.: Há detalhes sobre como funciona este esquema numa postagem antiga do blog... Leia, entenda, divulgue, só assim poderemos mudar esta vergonhosa realidade: http://v-pod-orcas.blogspot.com.br/2012/06/qual-relacao-entre-o-massacre-de.html

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Homem pula no mar para nadar com uma Orca

Um neozelandês que estava filmando o oceano com um drone capturou a imagem de um rapaz nadando com uma Orca.
Sam Kynman-Cole postou um vídeo no YouTube mostrando uma Orca nadando próxima a um homem de caiaque, que coloca o snorkel e se joga nas águas da Baía de Army, na costa de Auckland (Nova Zelândia), para interagir com o animal. A Orca, muito ágil e curiosa nadou com ele até que voltasse ao caiaque, em seguida foi acompanhando-o por um tempo.
Sam havia direcionado o drone ao local, pois ouviu que Orcas tinham sido vistas na área, mas ele definitivamente não estava esperando uma cena como esta. Confira:



Lembrando que, na verdade, ele cometeu um crime, pois na Nova Zelândia, assim como em diversos países, aproximar-se a menos de 100 metros de um animal marinho é proibido... Nadar com eles, mais ainda, pois não devem ser perturbados. Sem contar que foi um tanto arriscado já que, por mais que Orcas sejam dóceis e jamais tenham atacado um ser humano em seu habitat, trata-se de um animal extremamente forte e muitas vezes imprevisível... Apenas um pequena mordida de "inspeção" poderia machucá-lo.
O que acharam? Se pudesse fariam o mesmo?




domingo, 4 de setembro de 2016

A Orca branca Iceberg vista novamente

Após quatro anos sem "aparecer", a Orca branca chamada de Iceberg foi vista novamente na Rússia! Erich Hoyt, especialista que se dedica ao estudos de Orcas desta região, estava feliz em compartilhar esta informação pelo Twitter esta semana. Segundo ele, ela (que na verdade é ele) estaria com pelo menos 22 anos de idade e esbanja saúde ao lado da família.

Imagens: Facebook FEROP

Em 2012, eu havia esclarecido algumas informações sobre Orcas brancas aqui no blog, porque eu já havia publicado que uma delas tinha sido vista anteriormente em 2008, mas outros meios de comunicação (inclusive aqui no Brasil), afirmavam que isso só tinha ocorrido em 2010. Na ocasião,  também informei que não tinham certeza sobre o que causava este tipo de falta de pigmentação, e, segundo Erich Hoyt, isso ainda é uma dúvida, não sabem se são albinas ou leucísticas*. Agora também sabe-se que existem pelo menos cinco delas e tudo indica existirem oito. Dado que este tipo de Orca é raro (1 em 10.000), acredita-se que seja algo genético específico da espécie da região. O registro do avistamento foi novamente efetuado pela equipe do Far East Russia Orca Project (FEROP) e publicado em sua página do Facebook. Além disso, detalhes científico destes encontros com Orcas brancas foram divulgados no respeitado Jornal Aquatic Mammals, que publica artigos relacionados a mamíferos marinhos.
Conheça-o através do link: http://www.aquaticmammalsjournal.org/.

Quer saber mais sobre as Orcas brancas? Tem mais aqui no blog:



* O leucismo (do grego λευκός, leucos, branco) é a falta de pigmentação em partes do corpo de algum animal, podendo ter fundo genético (hereditário ou não), metabólico ou até de alimentação. O resultado normalmente são regiões corpóreas de coloração branca, em maior ou menor extensão, onde naturalmente deveria ocorrer alguma pigmentação. Indivíduos irregularmente manchados de branco são também comumente chamados de "arlequim". Ao contrário do albinismo, que é a ausência completa de melanina, o leucismo pode envolver outros tipos de pigmento. (Fonte: Wikipedia)




sexta-feira, 2 de setembro de 2016

A história da baleia mais solitária do mundo

-- Por Fernando Martins, Colunista da Gazeta do Povo


Não é difícil encontrar quem se identifique com 52 Blue. Alguém que não se encaixa no mundo. Que é solitário. E que continua tentando.

Ele não tem família. Nem amigos. Tampouco namorada. Mas guarda no peito um enorme coração. Que não desiste. Ano após ano, chama por companhia. Que nunca vem. E ainda assim continua a chamar, mesmo que ninguém escute seu melancólico e solitário clamor.

Apresento-lhes 52 Blue (ou 52 Hertz) – a baleia mais solitária do mundo. Ok, por adequação à nossa inculta e bela língua, talvez devesse chamá-lo de “ela” – afinal, nem mesmo os cientistas sabem ao certo se se trata de uma fêmea ou de um macho. Mas os norte-americanos, que estudam o comportamento de Blue, apostam que ela é ele: são os machos que cantam para atrair parceiras.

52 Blue foi identificado pela primeira vez em 1989 por militares dos Estados Unidos que monitoravam sons subaquáticos no Pacífico Norte – o objetivo era encontrar submarinos soviéticos.
O que chamou a atenção no caso de nosso personagem é que o canto dele é único. Claramente o de uma baleia. Mas diferente de todos os demais. Não se sabe por que, mas Blue canta em uma frequência (daí seu nome) de 52 hertz – grave como a nota mais grave de uma tuba para os humanos, mas extremamente agudo e possivelmente inaudível para as baleias, que vocalizam sinais sonoros na faixa entre 15 e 20 hertz. Portanto, nenhuma potencial companhia escuta o chamado de Blue. Desesperador: um gigante que vaga sozinho num gigante ainda maior, a imensidão azul.

A Guerra Fria acabou. O sistema de escutas submerso do Pacífico foi repassado pelos militares a pesquisadores da vida marinha. Mas os chamados de 52 continuaram a ser captados e estudados rotineiramente. E sempre mostraram que, a despeito de baleias serem animais sociáveis, sua jornada é absolutamente solitária e seu chamado, infrutífero. Desde que foi descoberto até hoje. Vinte e sete anos: a idade do desejo inalcançado.

Muita tinta já foi gasta para tentar explicar o triste destino de Blue. Teria alguma deformidade que altera sua “voz”. Ou seria um híbrido – mistura que produziu um sujeito singular – de uma espécie incerta com uma baleia-azul. (A especulação de que ele é uma baleia-azul é porque 52 migra numa rota similar à dessa espécie –o que explica por que também é chamado de Blue).

Mas certeza mesmo para esclarecer os mistérios que o cercam, só estudando-o de perto. O problema é que 52 nunca foi nem sequer avistado por humanos. Ouvi-lo até é fácil: o canto de uma baleia chega a se propagar por milhares de quilômetros no oceano. Encontrá-lo? Aí são outros quinhentos. É como achar agulha no palheiro.

O fato é que, em meio às incertezas científicas, o canto de Blue acabou por seduzir outra espécie animal, a nossa. A história conquista corações ao redor do planeta. E um longa-metragem está sendo produzido para contá-la a quem ainda não a conhece.

Mas tem muito cientista que torce o nariz para quem atribui a 52 a alcunha de “a baleia mais solitária do mundo”. Dizem que nunca saberemos se ele de fato sofre por ser solitário. Que essa história é tão-somente a projeção dos dramas humanos numa baleia. A antropomorfização – palavra difícil essa, hein? – de um animal comum.

Que seja assim. Humanos também são sociáveis. Desenvolvem empatia com facilidade. Inclusive por animais. E não é difícil encontrar quem se identifique com Blue, ao menos em algum momento da vida. Uma pessoa que ninguém quer escutar. Que não consegue ser compreendida. Que não se encaixa em nenhum lugar; sente-se diferente de todos. Que é solitária neste vasto mundo. E que, ainda assim, continua tentando.

Talvez 52 nunca encontre uma companhia. Mas, se serve de consolo, ao menos podemos dizer-lhe: Blue, nós humanos escutamos o que você tem a dizer.



Fonte: Gazeta do Povo de 24 de agosto de 2016.




terça-feira, 30 de agosto de 2016

Vídeo mostra orca jogando tartaruga para o alto

O guia turístico Rafael Pesantes captou uma imagem incrível e inédita numa visita às Ilhas Galápagos, no Equador. Ele conseguiu filmar uma Orca lançando uma tartaruga marinha para o alto.
O vídeo foi divulgado em junho, mas só agora veio ao conhecimento do público através das redes sociais.
Vale a pena conferir:






segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Grupo de 30 baleias jubarte é observado no litoral do ES

Mais de 30 baleias jubarte foram flagradas de uma só vez no litoral do Espírito Santo, a 30km de Vitória, na sexta-feira (19). O grupo foi vistos por ambientalistas que estudam o animal. O ativista Thiago Ferrari contou que a cena do grupo impressionou os observadores.
O Espírito Santo faz parte da rota de migração das jubarte. “Os capixabas são agraciados todos os anos entre o mês de junho e novembro, mais de 17 mil baleias vem para cá. Elas escolheram o Espírito Santo para fazer a migração, para ter seus filhotes, para se acasalarem”, disse Ferrari.
O ativista também explicou que o trabalho deles consiste em mapear a rota de observação. Ele ressalta que além de ações ligadas à conservação da espécie, o turismo de observação natural movimenta bilhões de dólares anualmente.
“A gente quer desenvolver esse turismo de observação natural na costa do Espírito Santo, como já existe no litoral Norte e Sul da Bahia. A gente faz esse mapeamento dos ‘hotspots’, áreas de riqueza natural que carecem de conservação, há dois anos e cruza essas informações para criar o diagnóstico e fornecer a indústria do turismo”, conta o ativista.
Nos dois anos de observação, o grupo percebeu aumentou no número de baleias que vem ao estado.
O Instituto Baleia Jubarte (IBJ) desenvolve o estudo desde a década de 80, quando o grupo original era de menos de mil baleias.
“Graças aos esforços de conservação, esse número atualmente é de 17 mil baleias. O grupo original vem das Ilhas Sandwich, passa pela Patagônia Argentina e vem para o Espírito Santo. O grupo original é de 30 mil baleias, quem sabe um dia a gente consiga chegar a ver essas 30 mil baleias”, conta Thiago.

Desastre do Rio Doce
O ponto em que as Jubartes mais se concentram no estado é a Curva da Baleia, que fica em frente a Regência, na Foz do Rio Doce, onde nasce a plataforma dos Abrolhos e termina na Bahia.
Thiago Ferrari disse que por ser recente o desastre do Rio Doce, é a primeira vez que elas estão chegando depois da tragédia e será necessário fazer acompanhamento científico.
“A baleia não se alimenta aqui no Espírito Santo, elas vem se reproduzir, acasalar e treinar os seus filhotes. Então isso é o motivo para a gente se preocupar um pouco menos, porém, elas tem seus filhotes e parte do seu corpo exposto a uma possível poluição, isso pode gerar impacto nelas e precisa ser estudado”, explica.

Navios
Por ser um estado porto e a migração das baleias estar nas rotas dos navios, nos momentos em que eles se cruzam, podem acontecer atropelamentos.
Para evitar que esse tipo de acidente aconteça, Ferrari explica que as operadoras devem seguir normas internacionais. “As operadoras que oferecem esse serviço precisam estar adequadas a algumas normas. Existem normas internacionais de observações. Você não pode se aproximar a menos de 100 metros de uma baleia, ou a menos de 200 metros se ela estiver com o filhote, para evitar que aconteçam os acidentes”.
Santuário do Atlântico Sul
Para que evitar que as baleias sofram esse tipo de violência no fluxo migratório, Ferrari disse que existem iniciativas que partem do terceiro setor e das Organizações Não Governamentais (ONG) para a manutenção da espécie.
“Por exemplo, a criação do Santuário no Atlântico Sul, que é a criação de uma unidade de conservação com a cooperação de vários países que ajudam que a baleia Jubarte não sofra esse tipo de violência e outros impactos ambientais que podem prejudicar o ciclo migratório delas”.



Fonte: G1 de 24 de agosto de 2016.




domingo, 28 de agosto de 2016

Ambientalistas confiantes na criação do Santuário das Baleias do Atlântico Sul

Ambientalistas estão confiantes de que a Comissão Internacional Baleeira (CIB) aprove na próxima reunião que vai ocorrer, em setembro, na Eslovênia, a criação do Santuário das Baleias do Atlântico Sul para estimular atividades de pesquisa e de manejo na região. Hoje (18), o Ministério do Meio Ambiente lançou, na Casa Brasil, no Boulevard Olímpico, região portuária do Rio, uma campanha internacional em defesa da área de conservação das grandes espécies de cetáceos (mamíferos marinhos) que habitam o Atlântico. Além do Brasil, a proposta é apoiada pela Argentina, pelo Uruguai, pela África do Sul e pelo Gabão.

A diretora do Instituto Baleia Jubarte, Márcia Engel, que participou do lançamento da campanha, disse que na última reunião faltaram apenas quatro votos para a aprovação e agora a estratégia é neutralizar alguns votos contrários e fazer com que países que não votaram compareçam. “Existe a possibilidade e a expectativa de que vários países ou que votaram contra se abstenham ou que não estavam presentes na reunião e são aliados históricos, como Portugal, por exemplo, Índia que é um parceiro, que dessa vez compareçam e votem”, disse.

Para Márcia Engel, de agora em diante é preciso haver um esforço diplomático para fazer o convencimento de outros governos. “Vamos precisar de um esforço diplomático dos países patrocinadores da proposta, em um esforço intensivo para pegar estes votos que faltam e a sociedade civil participando e se mobilizando é super-importante”, disse.

Engajamento
O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, disse que o Ministério de Relações Exteriores  está preparado para este trabalho. “Há um diferencial desta vez. Primeiro que nós perdemos a última votação por muitos poucos votos. Agora temos um engajamento do governo brasileiro como um todo. O ministro de Relações Exteriores, José Serra, está muito envolvido. O Itamaraty está envolvido. O Ministério do Meio Ambiente, as organizações da sociedade civil, grandes ONGs do mundo estão se envolvendo também. Acho que este diferencial vai fazer na hora com que aqueles poucos votos que a gente não teve na vez passada a gente possa ter. Estou muito esperançoso”,  disse.

Sarney Filho disse que na última reunião o Marrocos votou contra, mas ele tem informações do governo marroquino de que a posição será revista. Para o ministro, a mobilização dos apoiadores está despertando uma reflexão nos países que não têm interesse próprio e acabam aceitando a influência de outros que permitem a caça de baleias, como o Japão.

A proposta de criação do Santuário foi feita por iniciativa do governo brasileiro, em 2000, com adesão da Argentina. Juan Pablo Paniego, representante da Argentina na CIB, disse ela se insere em um contexto muito difícil porque, mesmo diante da proibição da caça de baleias, há países que tentam burlar utilizando caças permitidas como avaliação científica ou em comunidades aborígenes para subsistência.

“Alguns países continuam fazendo caça de subsistência aborígene, mas com forte componente comercial. Por exemplo, se pode achar carne de baleia, caçada em países que têm uma cota de subsistência aborígene, mas em restaurante gourmet, então, tem um componente comercial muito forte”, disse.

Quem quiser apoiar a campanha de criação do santuário pode fazer por meio do site do Ministério do Meio Ambiente, que pretende conseguir um abaixo-assinado popular para pressionar os governos a aprovarem a medida. Nas redes sociais basta usar #santuarioeuapoio. A primeira vez que a proposta de criação foi submetida à votação na CIB foi em 2001. Desde lá já passou por várias apreciações sempre alcançando número maior de votos do que na consulta anterior. A comissão é formada por mais de 80 países e, segundo o ministro, é necessário atingir 75% dos votos.



Fonte: Isto é de 18 de agosto de 2016.


P.S. 1: Vamos apoiar? Use a hashtag #satuarioeuapoio nas redes sociais o máximo que puderem! Vou encher nosso Insta e Twitter!

P.S. 2: Há mais sobre a Comissão Internacional Baleeira (CBI) aqui no blog. Faça uma pesquisa aqui ao lado e aproveite!



sábado, 27 de agosto de 2016

Califórnia vota a favor do fim de Orcas em cativeiro

Ontem foi com certeza um dia histórico na luta contra a manutenção de Orcas em cativeiro. A lei que proíbe a exibição, reprodução e exportação (para fora da América no Norte) de Orcas no estado da Califórnia, nos EUA, foi aprovada e agora depende da assinatura do Governador Jerry Brown para ser sancionada. "E inacreditável!", disse Naomi Rose especialista em Orcas e Cientista do Instituto de Bem Estar Animal americano, "demorou, não foi fácil, mas está feito, agora depende do Governador e acreditamos que ele esteja favorável a sancionar". Democratas votaram a favor, e Republicanos contra.
O projeto de lei que foi proposto por Richard Bloom em março de 2014 seria aplicado às onze Orcas mantidas pelo SeaWorld de San Diego, e na época, também exigia que elas fossem transferidas para santuários, no entanto, tiveram que retirar esta exigência (por ação de advogados do SeaWorld) para que fosse aprovado.
Agora é aguardar a decisão do Governador que tem que ocorrer até 30 de setembro próximo.
Quando o Deputado Richard Bloom propôs a lei publiquei informações sobre isso no blog e ainda inclui uma postagem com a opinião do autor de "Death at SeaWorld", David Kirby, sobre qual seria o possível futuro das dez Orcas que estavam lá no momento, já que era isso que preocupava a todos os ativistas e amantes desses animais. Leia novamente no link: http://v-pod-orcas.blogspot.com.br/2014/03/como-ficam-as-orcas-caso-o-projeto-vire.html.






quinta-feira, 28 de julho de 2016

Baleia "misteriosa" encontrada no Alasca é na verdade uma nova espécie

O corpo de uma baleia morta apareceu na costa da ilha St. George, uma das Ilhas de Pribilof, no mar de Bering, Alasca (EUA) em 2014. Ela não se parecia com nenhuma espécie conhecida até então, apesar dos seus mais de sete metros de comprimento. Por dois anos, a "identidade" daquela baleia permaneceu um mistério até que uma equipe internacional de cientistas finalmente conseguiu resolver o quebra-cabeças. Trata-se de uma nova espécie de baleia, ainda sem nome.
Baleeiros japoneses já haviam avistado aquela "baleia enigmática". Elas a chamavam de "karasu", palavra japonesa que quer dizer corvo, fazendo menção à cor preta do mamífero aquático. A nova espécie é mais escura e tem dois terços do tamanho de uma baleia-bicuda-de-Baird comum. Mas até para os baleeiros, eram raras as aparições dessa baleia escura.
Análises de DNA de 178 amostras de material genético de baleias da costa do Pacífico identificaram oito exemplares da nova espécie, segundo estudo publicado nesta terça-feira (26) na revista cientifica Marine Mammal Science. Entre os exemplares estava outra baleia "estranha" encontrada nas Ilhas Aleutas, no Alasca, em 2004, dez anos antes da baleia aparecer morta na ilha de St. George. Mesmo sem saber qual era a espécie da baleia achada nas ilhas Aleutas, o esqueleto dela foi exposto na Unalaska High School.
As cicatrizes encontradas em algumas das amostras, que parecem ser de mordidas de tubarões tropicais, sugerem que essa espécie costuma transitar entre o norte do Japão até a Baja Califórnia (EUA), ou seja, assim como outras espécies de baleias-bicudas, elas costumam migrar para águas tropicais.

Foto: Unalaska City School District

Antes, estudos feitos por pesquisadores japoneses já sugeriam que a baleia escura, que já foi considerada a uma forma "anã" da baleia-bicuda-de-Baird, poderia representar uma nova espécie. Os estudos da equipe de Morin confirmaram essa hipótese.
As baleias-bicudas estão entre as baleias menos conhecidas dos oceanos, com várias espécies identificadas apenas há algumas décadas. Elas têm bicos como golfinhos, conseguem mergulhar em águas profundas, nos cânions submarinos, para se alimentar de peixes e lulas que vivem nessa região.


Fonte: UOL de 26 de julho de 2016.