terça-feira, 19 de julho de 2016

Orcas suicidas: As Histórias de Hugo e Nami



“Há tanta vantagem no estudo de golfinhos em cativeiro quanto haveria em estudar humanos confinados em solitárias.”
– Jacques Cousteau


Este vídeo é sobre duas Orcas de cativeiro que morreram devido a ferimentos provocados por si mesmas.

Hugo - Captura: 1968

“Hugo, a baleia assassina” (pôster)

O Hugo tinha entre 4 e 6 anos quando foi capturado.

Ele foi levado ao Miami Seaquarium 85 dias depois de sua captura.

Ele foi mantido num tanque de apenas 3,5 metros e pouca coisa a mais que seu comprimento.

Ele viveu ali por dois anos, apresentando-se diariamente.

Sua cauda encostava no fundo do tanque enquanto era alimentado pelos tratadores.

Em 1970, uma Orca fêmea chamada Tokitae, foi capturada. Um pequeno estádio circular foi construído para ela no Miami Seaquarium. Mais tarde, ela seria chamada de Lolita.

Após uma pequena melhoria e a colocação de comportadas, o Hugo foi colocado com a Lolita. Eles faziam de 5 a 6 shows por dia.

O Hugo era agressivo com os treinadores.

Ele desenvolveu o hábito de bater a cabeça nas paredes e no vidro.

Certa vez, quebrou um vidro e cortou a face (o “nariz”), e o veterinário teve que suturá-lo.

Em 4 de março de 1980, o Hugo morreu de aneurisma cerebral.

Qualquer menção a ele foi retirada do parque, além de seu corpo ter sido jogado num aterro.


Quatro anos depois, em 1985, uma orca fêmea foi capturada para o Museu da Baleia de Taiji, no Japão.

Ela seria chamada de Nami.

A Nami tinha cerca de 3 anos quando foi capturada na costa de Taiji, no Japão.

Ela permaneceu no Museu por 24 anos num cercado no oceano.

Assim como era o Hugo, a Nami era agressiva com os treinadores, que não entravam na água com ela.

Em 19 de junho de 2010, a Nami foi levada ao Porto do Aquário Público de Nagoya.

Sua transferência por uma barcaça, que durou 23 horas, de Taiji a Nagoya, juntamente a alteração em seu meio ambiente, provavelmente deu início a uma série de eventos que se iniciou com o stress extremo.

Em dezembro, ela começou a ficar doente.

A Nami foi então transferida para um tanque médico no dia 11 de janeiro.

Apesar dos cuidados médicos que recebia 24 horas por dia, nos 7 dias da semana, a Nami morreu às 19:24 do dia 14 de janeiro de 2011.

Sua necropsia revelou que ela havia engolido mais de 80kg de pedras em seu antigo cercado.

Divulgaram que ela havia morrido devido à pneumonia bacteriana fúngica, úlceras estomacais, fibrose miocárdica, insuficiência cardíaca e colite crônica, após ter passado anos engolindo as pedras.

Ela foi enterrada, mas seu esqueleto foi retirado posteriormente para ser exposto no Museu da Baleia de Taiji.




Atualmente, a parceira de Hugo, Lolita, permanece solitária no mesmo tanque de dimensões ilegais que dividiam. Ela tem quase 50 anos de idade.

O Porto de Nagoya possui hoje três Orcas emprestadas do Kamogawa Sea World. Se a Nami tivesse vivido mais, estaria dividindo seu espaço com elas. E isso teria sido um terrível erro, dado que a Nami era uma Orca Transeunte e as que estão lá são da Islândia, ou seja, alimentam-se de peixes.

O Museu da Baleia de Taiji não possui Orcas atualmente.

Os casos do Hugo e da Nami foram extremos, porém, a automutilação é muito comum dentre as Orcas de cativeiro.

Morder concreto e comportas é um mecanismo de enfrentamento para lidar com a tensão social e o tédio. Os dentes quebram e por isso são perfurados pelos tratadores para que sejam limpos com jatos de água diariamente numa tentativa de evitar infecções.

Uma das principais causas de mortes em Orcas cativas, se não a maior, são infecções.

Por favor, não apoie novas capturas ou a reprodução de Orcas em cativeiro.




Nenhum comentário:

Postar um comentário