quinta-feira, 11 de maio de 2017

Roberto Bubas esclarece verdade e ficção em "O Farol das Orcas"

Para muitos que têm buscado o blog e me enviado mensagens para saber detalhes sobre o filme e a história real por trás dele, traduzi trechos de uma entrevista do Roberto Bubas e do ator Joaquín Furriel sobre "O Farol das Orcas". Espero que gostem:

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"Meu objetivo era ser o mais realista, sem ser um documentário, porque o filme tem um valor cinematográfico", explica Furriel. "Eu vi nele (no Bubas) uma pessoa muito sincera e convicta. E pessoas não agem como todas. O Beto tem uma maneira particular de olhar, de seguir em frente”.

- Beto, você influenciou no filme?
- Bubas: Sim. Graças à generosidade e ao profissionalismo do Joaquín. Porque ele tinha a liberdade para caracterizar o personagem que quisesse. No entanto, ele explorou, analisou minha personalidade, estudando-a de maneira profunda para destacar as partes mais marcantes. E achei isso muito valioso.

- Quanto há de realidade e ficção em “O Farol da Orcas”'?
- Bubas: A história verdadeira é de um menino argentino surdo e mudo com comportamento autista. Seus pais, Ricardo e Graciela, escreveram-me quando ele demonstrou interesse ao me ver na revista “Viva” tocando gaita para as orcas. Ele havia deixado seu mundo fechado, pois foi a primeira vez que algo chamou sua atenção. Em seguida, a mãe, muito corajosa e determinada, veio me encontrar na Península Valdes. E isso me inspirou a escrever o livro. O filme é baseado nesta história real e é bem fiel, exceto pelo caso de amor com a mulher.
Bubas comentou ainda que naqueles dias com o Agustín não conseguiram encontrar Orcas porque era uma época de pouco avistamento e que ele se sentia culpado com isso. No entanto, o menino começou a mostrar melhoras por conta da relação com a natureza, com o cavalo e elefantes marinhos. No dia em que foi embora, apareceu uma Orca na praia com um recém-nascido. Ou seja, o Roberto explicou ao menino que elas não tinham vindo porque tinha nascido um bebê.

- Você sabe como está o Augustín hoje em dia?
- Bubas: Esta é a mensagem mais mágica da história. A partir dali, o comportamento autista do Augustín diminuiu completamente. Hoje ele está com 25 anos, tem uma namorada, utiliza a linguagem de sinais, joga futebol e é um artista plástico. Está totalmente inserido na sociedade.

- Você mantém contato com as Orcas?
- Bubas: Não posso dizer. Na verdade, o contato com elas não precisa ser físico. Porque quando alguém cria um vínculo tão forte e puro como o que criei ele não se desfaz jamais.



Fonte: Site Clarín de 10 de abril de 2017.




9 comentários:

  1. Nossa que entrevista maravilhosa. Não vejo a hora de ver uma orca de perto

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  2. Amei a história e o filme! Paisagem maravilhosa!! Adoraria conhecer.

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  3. Achei o filme incrível, lindo! Principalmente, pelas fotos finais do 'Beto' real. Que possamos esperar por um mundo em que as pessoas deem valor as relações com RESPEITO do espaço do outro.

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  4. Lindo filme. Abordagem tocante do mundo do autismo e forma de tratá-lo. Parabéns, amei o filme.

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  5. Filme simples com autencidade incrível. Com valor humano,raríssimo. Parabéns.


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  6. O filme me fez chorar. Emocionante.
    Agora quero ler o livro, mas não sei se tem em português.Vou procurar aqui no Brasil. Ah!Parabéns pelo filme!

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