segunda-feira, 20 de junho de 2016

Baleia é achada morta enrolada em rede de pesca

Notícia terrível... Um desgosto publicar aqui no blog,
mas infelizmente é necessário... Afinal, este é nosso país!

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Uma baleia morta enrolada em uma rede de pesca foi avistada por um pescador na manhã deste sábado (18) no mar de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio. De acordo com o pescador Jares Luiz, a baleia foi encontrada nas proximidades do bairro Monte Alto por volta das 9h.
Um outro pescador, que não quis se identificar, denunciou que a baleia está morta há pelo menos dois dias, depois que ficou enrolada em uma rede de espera, colocada na Praia Grande para capturar peixes.

Foto: Jares Luiz
"Como tem as pedras e o gancho, o peixe não tem como voltar, a baleia entrou, não tinha nenhum vigia e a baleia ficou lá um tempão sem poder subir pra respirar. Se tivessem visto antes podiam evitar a morte, era só a abrir a rede", contou o pescador, que pede mais fiscalização nas atividades de pesca do município.
O Corpo de Bombeiros e a Capitania dos Portos informaram que não haviam sido notificados e que estão apurando o caso. O G1 entrou em contato com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que atua na fiscalização de pesca em Arraial do Cabo, e também com o Ibama e aguarda posicionamento. 



Fonte: G1 de 18 de junho de 2016.






sábado, 18 de junho de 2016

"Procurando Dory" faz crítica a cativeiros

Segure mais esta, SeaWorld:
Pelo jeito o novo filme da Pixar, sequência de "Procurando Nemo", chamado "Procurando Dory", tem um forte apelo anti-cativeiro e, por isso, foi parabenizado pelo ex-treinador do SeaWorld e autor do livro "Beneath the Surface", John Hargrove, em sua página do Facebook:



Diz a mensagem:
"Más notícias, SeaWorld, acabei de assistir a "Procurando Dory" - Sucesso total com sua mensagem anti-cativeiro. Todos aplaudiram. É o fim da forma como atuam!"

Em agosto de 2013, o blog já havia divulgado a informação de que a Pixar havia alterado o script do filme, que na época, ainda estava em produção, por conta da repercussão do documentário "Blackfish", naquele momento, recém-lançado. Leia os detalhes no link: http://v-pod-orcas.blogspot.com.br/2013/08/blackfish-faz-pixar-mudar-final-de-novo.html
Vamos ao cinema prestigiar e conferir?




sexta-feira, 17 de junho de 2016

Baleias Franca dão um espetáculo em Santa Catarina

A vinda de Baleias Francas todos os anos para o litoral de Santa Catarina faz do estado um lugar peculiar durante o inverno e a primavera. As primeiras já foram vistas esta semana nas praias de Imbituba. O litoral sul catarinense é uma importante área de reprodução destes animais, que viajam cerca de seis mil quilômetros das Ilhas Geórgias do Sul para se reproduzirem aqui. Estas praias são sagradas para estes mamíferos, afinal são escolhidas como berçários naturais para seus filhotes passarem os primeiros meses de vida.
Laguna, Imbituba e Garopaba são as preferências destas gigantes para parir, amamentar e ensinarem os filhotes enquanto estão por aqui, entre os meses de julho e novembro. A escolha não é aleatória. A região é repleta de praias com costões, que as protegem contra os ventos fortes e predadores.
Ideais também para acasalamento, pois atualmente além das adultas fêmeas que veem para parir, também são identificados grupos de adultos machos e fêmeas, que buscam a região para reproduzir. “Esses grupos permanecem menos tempo na região. As baleias com filhotes ficam por um período maior”, explica a bióloga Audrey Amorim.

Fotos: Julio Vicente e Projeto Baleia Franca

A maioria das baleias que migram para cá são fêmeas, chegam a medir até 18 metros de comprimentos e pesar cerca de 40 toneladas. Já os machos, a minoria no grupo, são um pouco menores.
De acordo com a coordenadora do Projeto Baleia Franca, Karina Kroch, nos últimos doze anos cerca de 113 baleias migraram a cada temporada. “Por isso nossa espectativa em cada ano é de recebermos em torno de 100 indivíduos. No entanto há flutuações naturais na migração delas para as áreas de reprodução, fazendo com que tenhamos números maiores ou menores que estes, como já ocorreu. Já chegamos a registrar quase 200 baleias em duas oportunidades”, ressalta. Na temporada do ano passado foram registradas 65 baleias e o nascimento de 32 filhotes.
Os grupos de baleias que migram para o estado são diferentes todos os anos, mas pode acontecer de algumas serem as mesmas que vieram no ano passado. A média é que a fêmea tenha filhotes a cada três anos, pois a gestação dura cerca de 12 meses. “Sabe-se que as fêmeas costumam ser fiéis a áreas de reprodução, então a mesma fêmea pode voltar para esta região para parir mais de uma vez”, afirma Amorim.

Quando as baleias começaram a migrar para cá?
O primeiro registro oficial do reaparecimento destes mamíferos nas praias do sul do estado foi registrada em 1981, pelo Vice-Almirante Ibsen de Gusmão Câmara, um dos líderes da luta contra a continuidade da caça às baleias no Brasil. Elas tinham sido extintas da região em 1973, devido a caça predatória.
Foi então em 1982 que iniciaram as atividades do Projeto Baleia Franca, que tem como principal objetivo garantir a sobrevivência e a recuperação populacional da Baleia Franca em águas brasileiras.

Baleias aquecem o turismo
Receptivos de turismo e guias especializados se preparam para receber os turistas desta temporada com passeios integrados. Além da avistagem de baleias por terra em pontos fixos, o roteiro oferece também observação de botos que praticam a pesca cooperativa, patrimônio natural de Laguna, e outros pontos turísticos, como o centro histórico tombado pelo Patrimônio Nacional, também em Laguna, os Museu e Centro Nacional de Conservação da Baleia Franca, em Imbituba, além de restaurantes especializados em frutos do mar.
“Os Botos e o centro histórico de Laguna são atrativos que fazem o diferencial e complementam esta rota”, destaca Márcia Godinho, consultora de marketing turístico do Sebrae.
A Associação de Guias da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca - APABF oferece opções de passeios para um ou dois dias. “Temos parceria com a maioria dos hotéis, pousadas e restaurantes da região”, reforça o guia e responsável pela associação, Júlio Vicente.
Outra oferta para os amantes do ecoturismo são as opções de trilhas para observação. Ao todo são 11 diferentes trilhas em Laguna, Imbituba e Garopaba.
Dos 20 pontos catalogados pelo Projeto Baleia Franca, conhecidos como Baleiometros, 11 oferecem maior probabilidade para avistagem de baleias. De acordo com Vicente, foram 275 avistagens de baleias, em 2015, somente nas Praias da Ribanceira e Itapirubá, em Imbituba, e a Pedra do Frade, em Laguna.
Segundo dados da Associação, os visitantes que mais procuram pelo turismo de observação aqui na região são dos estados de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. Entre os estrangeiros, os alemães são maioria.
Rota da Baleia está sendo criada em parceria com o Sebrae
Há quase um ano o Sebrae, em parceria com o governo estadual e municipal das três cidades, lançou o Projeto de Fortalecimento do Turismo de Observação de Baleias Francas. O trabalho de profissionalização do roteiro está focado na criação da Rota da Baleia, onde o plano de trabalho envolve ações de médio, curto e longo prazo.
Até agora já foram realizados o diagnóstico do roteiro, a construção do Plano Baleia e parcialmente instalados os grupos de trabalho. Em 2016 e 2017 serão implantados o plano operacional e os planos de inovação e melhorias nas empresas, além do acompanhamento e avaliação das ações implantadas.
“Tivemos o cadastro de 80 empresas que aderiram à Rota da Baleia e assinaram um termo de adesão se comprometendo a fazer alguma ação de melhoria e inovação”, salienta Márcia Godinho, consultora do Sebrae, durante o encontro sobre o processo de operacionalização do Plano Baleia realizado nesta quinta-feira, 9, na Associação Comercial e Empresarial de Laguna.
Dicas e cuidados para observação de baleias:
As Baleias Francas começam a chegar no mês de julho e o auge de avistamentos costuma ocorrer em setembro. Para um melhor avistamento por terra, na beira da praia, nos mirantes ou sobre as pedras, recomenda-se o uso de binóculos ou câmera com lente tele-objetiva.
As pessoas precisam ficar atentas aos subir nas pedras para observação, buscar locais secos e protegidos. Não é permitido oferecer alimentos ou atirar objetos na água. Se estiver na água, nadando ou surfando, não é seguro nadar na direção das baleias.



Fonte: Portal SATC de 11 de junho de 2016.



terça-feira, 7 de junho de 2016

Morgan é filmada fora da água

Minha última postagem foi sobre ela... E olha ela aí, mais uma vez, protagonizando cenas tristes! De pensar o quanto isso tudo poderia ser evitado!
Espero que os juízes que decidiram (em mais de uma oportunidade) que ela deveria ser mantida em cativeiro estejam acompanhando tudo isso e estejam refletindo sobre sua decisão!
Espero que se deem conta do erro que cometeram!

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Os turistas que acompanhavam um espetáculo com orcas no Loro Parque, nas Ilhas Canárias (Espanha), deixaram o local horrorizados. Uma orca fêmea chamada Morgan, que pertence ao SeaWorld, dos EUA, saiu da água e ficou fora da piscina por cerca de dez minutos. De acordo com a entidade de defesa dos animais Dolphin Project, a cena incomum parece uma "tentativa de suicídio".
Uma semana antes, Morgan foi vista batendo repetidas vezes com a cabeça contra uma grade de metal.
O comportamento da orca levou um grande número de internautas a manifestarem ira nas redes sociais.
"Libertem as orcas. O lugar delas é no oceano. Vergonha dos humanos que as exploram", escreveu no Facebook Sève Jukka May.


A direção do Loro Parque se defendeu:
"O vídeo publicado pelo Dolphin Project no seu site é mais uma tentativa de manipulação por meio de exagero e drmatização de uma situação completamente normal na qual não há qualquer problema."



Fonte: O Globo de 06 de junho de 2016.



sexta-feira, 3 de junho de 2016

Liberdade roubada

I AM MORGAN – STOLEN FREEDOM
(SOU MORGAN – LIBERDADE ROUBADA)
Você já imaginou como seria se pudesse ver o mundo a partir do ponto de vista de uma Orca? Descubra nos dolorosos 4 minutos deste curta-metragem produzido por cinegrafistas independentes. Eles gentilmente permitiram que a Free Morgan Foundation promovessem o filme e aproveito para divulgá-lo aqui no blog.



Declaração dos Diretores:
Este filme emocionante de 4 minutos retrata a história de Morgan sob seu próprio ponto de vista, ou seja, o ponto de vista ímpar de uma Orca.
Através de sua perspectiva, esperamos que as pessoas tenham uma maior compreensão de sua traumática vida em cativeiro.
Imagine ser retirado de seu lar, preso, explorado e sofrer abusos, e, entre outras humilhações, ser treinado para fazer truques em troca de alimentos. Nosso maior objetivo é fazer com que as pessoas falem pela Morgan.

Informações:
I AM MORGAN foi filmado exclusivamente com câmeras GoPro Hero 4 e foi produzido por uma equipe de diretores europeus voluntária e independente.
A pesquisadora norueguesa Heike Vester (Ocean Sounds) forneceu as gravações dos áudios da família de Morgan (pod P).
O mundialmente conhecido cinegrafista da vida selvagem, Andy Cassagrande (ABC4Explore) forneceu imagens aéreas de Orcas selvagens.
Albert Ubels, que aparece na cena de quando Morgan foi capturada, forneceu as fotos de bastidores exibidas nos créditos.
A empresa Dive! Tutukata disponibilizou o “tanque” em que algumas imagens foram gravadas.
Os especialistas da Free Morgan Foundation e do Orca Research Trust proveram consultoria sobre Orcas e forneceram imagens de orcas selvagens bem como áudios das vocalizações de Morgan.
O filme foi postado on-line no dia 29 de novembro de 2015 e em apenas três meses foi visualizado quase 60 mil vezes, além de ter sido exibido em diversos locais no mundo todo. Ele também foi escolhido para ser exibido em quatro festivais de cinema internacionais (veja abaixo), incluindo exibições para fins educacionais para alunos (tendo tido mais de 1.200 interessados) e tours com os festivais de cinema.

San Francisco International Ocean Film Festival
(São Francisco, EUA, de 10 a 13 de março de 2016)

International Wildlife Film Festival
(Montana, EUA, de 16 a 23 abril de 2016)

Coral Coast International Film Festival
(Sardenha, Itália, de 12 a 18 de setembro de 2016)

Wildlife Conservation Film Festival
(Nova York, EUA, de 14 a 23 de outubro de 2016)





Segue a breve tradução (exceto créditos) das frases do filme:

Sou Morgan e esta é minha história



Sou Morgan
Não quero que este seja meu caixão

Dedicado a Morgan e sua verdadeira história

Nenhum animal foi mal tratado na produção deste filme.
No entanto, para aqueles que se encontram em cativeiro, o sofrimento é muito real...





quinta-feira, 2 de junho de 2016

Temporada de observação de baleias Franca

Informações para quem ama todas as espécies de baleias!
Lembrando que estas lindas e gingantes gentis estão
aqui pertinho para podermos visitá-las!

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O município de Imbituba participou, neste mês de maio, de uma das feiras de turismo mais importantes do país, a Bolsa de Negócios Turísticos - BNT Mercosul 2016, em Itajaí. A cidade foi representada por empresários e pelo secretário de Turismo, Cultura e Esporte, Paulo Sefton, através do projeto Rota da Baleia Franca, que interliga os municípios de Laguna, Imbituba e Garopaba na promoção do ecoturismo na região.
Junto com empreendedores das outras cidades, os comerciantes que integram a Rota da Baleia Franca divulgaram a temporada de observação de baleias deste ano.
De acordo com o secretário Paulo Sefton, a participação no evento trouxe também a oportunidade de fortalecer os negócios na região. “Foi uma forma de capacitar os empreendedores para a oferta de produtos e serviços na temporada de inverno e de divulgar a Rota da Baleia Franca aos operadores, agentes de viagem e empresários. Isso só vai ajudar a consolidar o nosso destino em nível internacional”, comenta.
A BNT Mercosul traz expositores e profissionais do setor, como agências de viagem, hotéis, parques temáticos, serviços especializados e destinos estaduais, nacionais e mundiais para o contato direto com outros empresários, capacitando-os para atuar como atores do turismo no país. Este ano, a feira trouxe cerca de 7 mil profissionais da indústria turística de países como Argentina, Chile, Uruguai e Colômbia. 

Sobre a Rota da Baleia Franca

Fruto de um projeto de desenvolvimento realizado pelo Sebrae/SC, a Rota da Baleia Franca – que interliga os municípios de Laguna, Imbituba e Garopaba – é um destino de Ecoturismo baseado na sustentabilidade e na responsabilidade socioambiental. Composta por diversos de produtos, serviços e atrativos integrados, a Rota tem como diferencial a observação de baleias.
Localizada dentro de uma área de proteção ambiental, a Rota da Baleia Franca é o lugar mágico onde todos os anos uma enorme quantidade desses dóceis animais buscam refúgio para procriar e amamentar seus filhotes, proporcionando uma experiência inesquecível de observação e integração com a natureza. Com paisagens repletas de praias, lagoas, dunas, enseadas e baías que estão entre as mais exuberantes do mundo, a Rota oferece também muitos atrativos para os amantes da aventura e dos esportes radicais, além de um rico patrimônio histórico e cultural.


Fonte: Engeplus de 30 de maio de 2016.



quarta-feira, 1 de junho de 2016

V Pod Orcas no Instagram

Começando o mês com novidades:
Agora o blog também pode ser acompanhado pelo aplicativo Instagram.
Lá serão postadas imagens e novas publicações do blog, bem como postagens mais antigas (para que os novos seguidores também possam ler), desde que, obviamente, com contexto atual.
Visitem e se tornem seguidores! Contem para os seus amigos! 
Lembrando que o blog também pode ser acompanhado pelo Twitter com mensagens curtinhas, compartilhamento de informações e divulgação de novas postagens.
Vejo vocês lá!

Instagram: @vpodorcas

Twitter: @VPodOrcas



terça-feira, 31 de maio de 2016

Banhistas localizam golfinho morto em praia do Alagoas

Na tarde da última quinta-feira (26), um golfinho  foi encontrado morto em um trecho da Praia de Tabuba, localizada na Barra de Santo Antônio. Banhistas e populares que estavam no local avistaram o animal e, diante disso, acionaram as equipes do Instituto Biota e da Secretaria do Estado do Meio Ambiente e Recursos hídricos de Alagoas (Semarh).  
Segundo o biólogo Bruno Stefanis, do Instituto Biota, o animal é um macho e já estava na fase adulta. Apesar do trabalho de investigação das equipes que foram deslocadas para o local, não foi possível identificar a causa da morte do animal. 
Os levantamentos realizados pelas equipe do Biota e Semarh apontam que o golfinho morreu provavelmente na manhã do mesmo dia. O animal foi enterrado na Praia de Tabuba.


Fonte: Portal Gazetaweb de 26 de maio de 2016.





segunda-feira, 30 de maio de 2016

Uma breve história sobre as Orcas



Orcas são pretas e brancas.
Elas são o maior membro da Família dos golfinhos, além de serem gregárias.
Normalmente vivem em grandes grupos familiares e são mamíferos muito inteligentes.
Seu lobo límbico, estrutura cerebral associada ao processamento das emoções, é muito aumentado.
As Orcas nunca deixam de viver com suas mães, mesmo quando se tornam adultas.
Em 1970, pessoas começaram a capturar Orcas.
A princípio no estado de Washington, nos EUA, e depois, na Islândia.
Ficamos encantados com essas criaturas... Tão bonitas, tão grandes, tão inteligentes.
Passamos a colocá-las em aquários e zoológicos.
Nós as amávamos... Queríamos vê-las.
Nós as separamos de suas famílias.
Nós as colocamos em tanques e as mantivemos isoladas.
Até hoje, pelo menos 150 Orcas foram levadas a cativeiros.
Tilikum foi uma delas.
Ele é a maior Orca mantida em cativeiro, pesando mais de 5,5 toneladas e medindo quase 7 metros.
Tilikum foi tirado de sua família quando tinha 2 anos de idade.
Há 23 anos vive em cativeiro e passa 14 horas por dia em pequenos tanques.
Sua nadadeira dorsal é tombada, sinal de stress e saúde frágil.
Tilikum não é feliz.
Tilikum matou 3 pessoas em parques marinhos:
Treinadora Keltie Byrne
Daniel P. Dukes
Treinadora Dawn Brancheau
As pessoas acreditam que isso ocorreu devido ao stress e as terríveis condições que as Orcas são submetidas em cativeiro.
Nunca houve casos de ataques de Orcas a seres humanos na natureza.
A história de Tilikum é contada num documentários chamado Blackfish.
O documentário que mudou tudo.
“4 Estrelas” –Salt Lake Tribune
“Necessário”—NY Magazine
“Fascinante” –L.A. Times
“Vital” –Village Voice
“5 Estrelas” –NY Daily News
O documentário Blackfish (2013) revelou a verdade controversa sobre o abuso de Orcas em parques marinhos.
Blackfish foi chocante!
Blackfish fez com que nos conscientizássemos!
Blackfish nos fez mudar!
Portanto, paramos de ir ao SeaWorld.
Um ano após o lançamento do filme, o SeaWorld já tinha perdido um milhão de visitantes.
Dois anos após o lançamento do filme, o lucro do SeaWorld caiu 84%.
Em 17 de março de 2016, três anos após o lançamento do filme, o SeaWorld anunciou: “Esta é a última geração de Orcas nascidas no SeaWorld”.
Eles também estrearam encontros com Orcas de modo novo, inspirador e mais natural, ao invés de shows teatrais.
Achamos que Orcas são incríveis, mas devem ser incríveis na natureza.





domingo, 29 de maio de 2016

Como turistas podem ameaçar o bem-estar de baleias e golfinhos

Não foi por acaso que ela ganhou o apelido de "A Incrível Grace". Nas águas da Laguna de Santo Inácio, na Costa Oeste do México, a baleia cinza emergiu ao lado do barco de pesquisas e começou a empurrá-lo como um patinho de borracha.
A fêmea, com uma cicatriz distintiva, foi a mais amigável baleia que o cientista Steven Swartz encontrou. O ano era 1997, e Swartz tinha chegado à região de Baja Mexico meses antes para estudar esses animais. "Ela ficou dando cabeçadas no barco e quase chegou a levantá-lo", lembra o cientista, acrescentando, no entanto, que a baleia deixou que os pesquisadores a acariciassem.
Naquela época, ver uma baleia tendo comportamento tão amigável com humanos era algo raro, segundo Swartz. Por razões óbvias, os cetáceos tinham aprendido a temer o homem - barcos de caça a baleias tinham sido comuns por décadas. Grace era uma exceção à regra.

Caça
Em 1982, porém, encontros amigáveis já eram bem mais comuns e assim permanecem até hoje. Swartz estima que 80% a 90% das baleias que tem estudado não pareceram incomodadas com a presença dos barcos de pesquisa. E algumas se sentem confortáveis o suficiente para até seguir as embarcações.
A proibição da caça à baleia em vários lugares do mundo fez com que baleeiros dessem lugar a mais e mais barcos turísticos. O medo que algumas baleias associavam aos humanos deu lugar à curiosidade. Mas à medida em que aprendemos mais sobre baleias e golfinhos, alguns pesquisadores começaram a fazer uma nova pergunta: a observação de baleias é tão inofensiva quanto parece?
A experiência com "Incrível Grace" pode ter sido a primeira amigável em Laguna Santo Inácio documentada por um cientista, mas habitantes locais já haviam passado por interações semelhantes. Conhecido localmente como "o escolhido", o pescador Don Pachico Mayoral tem sua própria história de encontro.
No inverno de 1972, ele e um colega estavam pescando em seu bote quando uma baleia cinza duas vezes maior que a embarcação apareceu. Temendo por suas vidas, eles tentaram fugir. Pachico tinha razões para se preocupar. Em séculos de caça, baleias cinza tinham merecido o apelido de "demoníacas" por conta do hábito de atacar seus perseguidores. Por vezes, os caçadores viravam caça.
Todas as vezes em que Pachico mudou a direção do barco, a baleia os seguiu. Os dois homens estavam preparados para o pior. Mas algo surpreendente aconteceu: encostando levemente no barco, a besta cinza levantou a cabeça da água, bem ao lado do pescador. Com um pouco de hesitação, ele tocou a cabeça do animal, que em vez de se afastar ficou ainda mais próximo ao barco, com se encorajasse a intimidade. A experiência mudou para sempre as atitudes dos habitantes locais com as baleias.
"Perdemos Pachico há alguns anos, mas sua família ainda está aqui, cuidando de sua empresa de ecoturismo", conta Swartz. Trata-se de um dos muitos negócios "amigos das baleias" da região. As baleias agora são perseguidas por câmeras, não arpões.
O problema é saber se as baleias acham que os humanos perderam de vez sua reputação. Quando a observação de baleias teve início em Baja Mexico, nos anos 70, não havia regras. Por vezes os animais eram perseguidos por barcos de alta velocidade repletos de turistas. Hoje, porém, a atividade é estritamente controlada. Este habitat de baleias é parte de uma reserva biológica e é tombado pela Unesco - órgão das Nações Unidas para a cultura - como patrimônio histórico da humanidade.
Há uma espécie de "xerife de baleias" na laguna, certificando-se de que não haja muitos barcos na água ao mesmo tempo. As embarcações precisam ainda ficar em zonas especificas e respeitar o limite de tempo de 90 minutos. E não podem se aproximar muito das baleias. A região é um exemplo de turismo de baleias bem regulado.
No entanto, ainda há muitos lugares ao redor do mundo onde a observação de mamíferos não conta com a mesma regulamentação, ou mesmo com regulamentação alguma.

Banhistas
O impacto do turismo sobre as criaturas sendo observadas há tempos intriga David Lusseau. Quando ele era um adolescente aprendendo a mergulhar na costa francesa do Mediterrâneo, Lusseau ficou encantado por um golfinho que gostava de passar tempo com os mergulhadores.
"Ele parecia mudar seu comportamento de acordo com a atitude das pessoas ao redor. Quando ele vinha para a baía, banhistas corriam para a água para tentar tocá-lo. O animal ficava angustiado e tentava escapar", lembra.
Em alguns casos, o golfinho precisava lutar para escapar. Entre os mergulhadores, porém, a história era diferente: o golfinho mostrava-se calmo e curioso. "Ele nos seguia debaixo d'água e isso me deixou bastante curioso".
Atualmente na Universidade de Aberdeen, na Escócia, Lusseau recentemente estudou uma série de animais marinhos para tentar entender como eles se comportam na presença de barcos turísticos.
Ele e seus colegas descobriram que os barcos são visto da mesma maneira por muitas espécies: como um risco.
Há várias evidências de que baleias e golfinhos reagem aos barcos como se eles fossem predadores. Muitos cetáceos passam mais tempo submersos quando há embarcações à volta. E o trabalho de Lusseau na Nova Zelândia revelou que esses animais podem reagir à chegada dos barcos antes mesmo de vê-los.
Em locais com poucos barcos turísticos e onde baleias se locomovem em grandes distâncias, o impacto do turismo tende a ser menor. Lusseau e seus colegas estudaram o comportamento de baleias mink em Faxafloi Bay, na Islândia, onde a exposição das baleias é relativamente baixa. Lá, o turismo parece ter efeitos insignificantes em atividades como a alimentação. E isso é boa notícia para a sobrevivência da população a longo prazo.

Esforço
O mesmo não pode se dizer dos golfinhos neozelandeses, estudados por Lusseau. Quando a atividade turística aumenta, eles abandonam sua região nativa de Fiordland. A pesquisa de Lusseau mostra que os filhotes desses animais sofrem quando eles não conseguem evitar atividade turística mais intensa. O aumento no volume de turismo diminuiu a eficiência alimentar dos animais, reduzindo seus níveis de energia.
"A energia que eles usariam para fabricar leite passa a ser usada para aumentar a sobrevivência das fêmeas. Em condições de turismo intenso, vemos a possibilidade de sobrevivência dos filhotes no primeiro ano de vida cair de 86% para 38%, o que é um impacto imenso", diz o cientista.
Lusseau explica que golfinhos têm longas vidas, mas se reproduzem lentamente, o que na teoria os leva a evitar riscos. Mas por que alguns indivíduos se aproximam de barcos?
Nós não sabemos por que Incrível Grace e seus amigos fazem isso. Pode ser uma questão de economia de esforço. Nadar perto de barcos pode fazer com que o deslocamento de água dê uma carona para cetáceos menores. Isso é bastante útil em viagens mais longas. "É como em todas as espécies: jovens gostam de correr mais riscos", diz Lusseau.
É por isso, segundo o cientista, que golfinhos mais jovens fazem estripulias como ziguezagues na frente de embarcações.
É muito raro ver golfinhos atacando barcos. Lusseau viu apenas uma vez, na Nova Zelândia, quando dois machos perseguiram uma lancha que atropelara e matara um colega.
Putu Mustika, da ONG Cetacean Sirenia Indonesia, também tem analisado como golfinhos reagem ao serem observadores de perto por humanos em barcos. Ela estuda golfinhos-rotatores em Lovina, no norte da Indonésia, onde não há protocolo para a observação marinha. Como resultado, não é incomum haver mais barcos que golfinhos na água. "Por vezes pode haver 80 barcos em volta do golfinho".
Enquanto os botes observavam os golfinhos, Mustika observava os botes, registrando o comportamento humano junto com o dos animais. Ela também conversou com os operadores de turismo, para quem o número de golfinhos na região diminuiu com o crescimento do turismo.
Barcos mais rápidos frequentemente "quebram" grupos de golfinhos, especialmente quando trafegando em alta velocidade. "É importante que os golfinhos não sejam perturbados", diz Mustika.
Operadores concordaram em adotar práticas mais amigáveis, como aumentar a distância para os animais e reduzir a velocidade dos barcos. "Há a compreensão de que, sem respeito aos golfinhos, não os veremos mais", explica a cientista.

Energia
No Havaí, também há problemas causados pelo turismo marítimo. Heather Heenehan está estudando os conflitos entre os golfinhos-rotatores e humanos para seu doutorado na Universidade Duke (EUA). Esses animais havaianos se alimentam à noite, em busca de peixes, camarões e lulas. Trabalhando em grupos para encurralar suas presas, ele caçam cerca de 11 horas por noite para se alimentar e armazenar energia que sustente seu estilo acrobático.
Durante o dia, eles fica em águas mais rasas para descansar. Especialmente entre 10h e 14h. O problema é que golfinhos descansam de maneira diferentes de humanos - eles ainda se movimentam. E sua proximidade da praia faz com que humanos pensem que eles estão querendo brincar.
"É como se as pessoas fizessem uma festa no quarto deles na hora de dormir", explica Heenehan.
Esses casos fazem com que especialistas como Lusseau defendam a necessidade de uma abordagem mais cuidadosa na observação de criaturas marinhas.
No que diz respeito às baleias, é difícil saber se o declínio da caça as deixou mais corajosas na aproximação com humanos. Isso porque pouco se sabe sobre como as baleias se comportavam antes de começarmos a caçá-las. "Em uma escala evolucionária, baleias não tiveram oportunidades para se adaptar a algo grande e rápido como navios modernos", explica Christine Gabriele, pesquisadora de baleias-corcundas no Parque Nacional de Glacier Bay, no Alasca.
Em muitas partes do mundo, nosso relacionamento com cetáceos mudou de forma dramática desde que matá-los deixou de ser o principal objetivo. Mas ainda precisamos aprender muito sobre a arte da observação benigna.



Fonte: UOL Notícias - BBC Brasil de 13 de maio de 2016.